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Por dentro da pesquisa científica: entrevista com a aluna de doutorado Marina Rodrigues de Souza

Você já quis fazer alguma pergunta para orientadores e alunos de iniciação e pós-graduação?


Entrevistei integrantes do CBTC (Centro de Biotecnologia e Terapia Celular) e do Gurgel Lab, que são associados ao IDOR (Instituto D'Or de Pesquisa e Ensino).


Vamos conhecer agora a Marina Silva Rodrigues de Souza, biotecnologista e doutoranda no programa PGPAT (Programa de Pós-Graduação Patologia Humana), que ocorre em formato associativo entre a Faculdade de Medicina da Bahia - UFBA e FIOCRUZ.


É possível conhecer mais sobre a carreira da Marina através do seu currículo: http://lattes.cnpq.br/8504545472475408


1. Marina, quais eram seus planos no início da graduação e o que te motivou a seguir no caminho da pesquisa e pesquisar essa área?

R: Eu sempre quis trabalhar com pesquisa na área oncológica, desde o início da graduação. Comecei com outros estágios até chegar na minha área de interesse. A maior motivação dentro da pesquisa tem que ser a vontade de aprender absolutamente tudo que você puder sobre aquele tópico, aquela doença, o conhecimento é o seu maior motivador. 


2. Você pode explicar sua pesquisa/seu trabalho de forma simples para quem não é da área? Qual o impacto que ela pode ter na ciência ou na sociedade?

R: O meu trabalho consiste no uso de ferramentas computacionais para identificação de fármacos candidatos ao reposicionamento para tratamento do carcinoma oral de células escamosas. Para validação desses compostos encontrados in silico, foi realizado um screening in vitro em 2D para avaliar o potencial citotóxico dos fármacos, aqueles que foram promissores seguiram para determinação de uma CI50, em 2D e  3D. Através da estratégia de reposicionamento esperamos encontrar um composto que possa ser implementado no regime de tratamento de pacientes com COCE de uma forma mais rápida e segura. 


3. Como você lida com frustrações na pesquisa, como experimentos que não dão certo?

R: Bola para frente, eu sei que às vezes parece o fim do mundo, mas a gente tem que continuar fazendo o nosso trabalho. É importante aprender com os nossos erros, vai salvar muita dor de cabeça, quanto antes você encarar e seguir em frente melhor. 


4. Como você lida com a pressão acadêmica? (prazo de artigos, expectativas profissionais, falta de financiamento, competitividade do mercado, etc.)

R: É bem complicado, a gente sabe que o mundo acadêmico é muito competitivo, mas você tem que ser o seu centro. se comparar com os colegas não vai ajudar na sua carreira, foca no que você pode fazer e faz. 


5. O que mudou na sua visão sobre pesquisa desde que entrou na pós-graduação?

R: O Brasil é um país de excelência dentro da pesquisa mundial. A gente tem muita sorte, apesar dos pesares, nós fazemos ciência de verdade. Eu tenho muito orgulho disso  


6. Que conselho você daria para quem quer seguir uma pós-graduação?

R: Saiba que vai ser difícil, mas a sua jornada vai ajudar muita gente. O seu trabalho como pesquisador pode fazer a diferença na vida de muitas pessoas. Eu acho que a recompensa é saber que você tem o poder de mudar o mundo se quiser. 


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